Menino de 2 anos morre em casa e é deixado no sofá durante um dia inteiro. Pais são irmãos - V+ TVI1224
Foto: SERGIO LIMA/AFP via Getty Images

Menino de 2 anos morre em casa e é deixado no sofá durante um dia inteiro. Pais são irmãos

  • Redação V+ TVI
  • 3 set 2025, 14:18

O casal, de 18 e 24 anos, é ainda pai de uma menina de nove meses

Num caso trágico ocorrido na comunidade Asa Branca, em Paulista, na Região Metropolitana do Recife (Pernambuco), um menino de dois anos faleceu no domingo, 31 de agosto, e o seu corpo permaneceu no sofá da habitação durante um dia inteiro. Os pais, que eram irmãos consanguíneos e mantinham um relacionamento incestuoso, não prestaram socorro à criança. Esta situação só veio a ser descoberta na segunda-feira, 1 de setembro, quando um vizinho alertou a Polícia Militar após sentir que uma criança estaria morta dentro de casa.

No dia do alerta, os polícias dirigiram-se ao local, mas encontraram a casa vedada e sem ninguém a responder. Só mais tarde o pai contactou a polícia, informando sobre o corpo do filho. A Polícia Militar regressou acompanhada por uma equipa do Conselho Tutelar.

Segundo a conselheira Claudia Roberta, “Quando a gente entrou, a população toda estava lá. Muita gente. Foi nítida a negligência que os vizinhos informaram que esses pais faziam com as crianças.” A população mostrou-se revoltada, exigindo punição, o que requeriu reforço policial no local.

Os pais relataram que a criança morreu após uma convulsão, apesar de viverem perto de um centro de saúde e não terem procurado auxílio médico. A conselheira lamentou: “Saíram [de casa], voltaram e o menino no sofá.”.

O casal tem 18 e 24 anos e também é pai de uma menina de nove meses, que foi acolhida pelo Conselho Tutelar, apresentando-se sem sinais de maus-tratos. Vizinhos alertaram que o casal demonstrava comportamentos negligentes e que a criança falecida já havia sido acolhida anteriormente pelo Conselho Tutelar de Olinda. Contudo, um juiz decidiu devolvê-la aos pais. A mãe também já tinha sido acolhida por um Conselho Tutelar antes de completar 18 anos.

A Polícia Civil do Brasil registou o caso como "morte a esclarecer, sem indício de crime". Os pais foram ouvidos, mas não detidos.

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