Escolher uma praia em Portugal pode parecer simples, mas há perigos invisíveis que podem transformar um dia de verão numa experiência arriscada. Desde águas contaminadas a arribas instáveis e correntes fortes, estas são algumas das praias que os especialistas e estudos recomendam evitar ou frequentar com muita precaução.
Contaminação microbiológica: quando o banho é proibido
A qualidade da água balnear tem gerado alertas crescentes. Este ano, 41 praias foram interditadas e 46 desaconselhadas para banho devido à presença elevada de bactérias como E. coli e enterococos. Destacam-se os casos do concelho de Cascais, com várias praias afetadas, e os alertas enviados pela associação Zero e pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Arribas instáveis: perigo de derrocadas
Portugal conta com mais de 100 praias costeiras onde as arribas apresentam risco de colapso. Este é particularmente grave no Algarve, seguidas do Alentejo e da costa de Lisboa/Oeste. Praias como D. Ana, em Lagos, e Lacém, em Tavira, são frequentemente referidas como pontos críticos, onde a proximidade ao penhasco pode ser mortal.
Ondulação perigosa e correntes fortes
Algumas praias são conhecidas por mar muito agitado e correntes traiçoeiras, mesmo em plena época balnear. É o caso da Praia do Salgado, em São Martinho do Porto, da Praia da Consolação (Peniche) e da Praia do Guincho (Cascais), apontadas nos relatórios como algumas das mais perigosas do país.
Acesso difícil e isolamento
Algumas praias têm acesso praticamente proibitivo ou via terra batida, tornando-as perigosas em caso de emergência médica ou queda de arribas. Exemplos disso são a Praia da Ursa, nas proximidades do Cabo da Roca — de beleza estonteante, mas com descida exigente e risco elevado — e a Praia do Lacém (Tavira), isolada e sem infraestruturas de apoio.
Falta de vigilância e apoio na época balnear
Muitas praias, mesmo populares, não têm vigilância durante todo o verão. A Autoridade Marítima Nacional alerta para o risco elevado de afogamentos, devido a agitação marítima e ausência de nadadores-salvadores na maioria das praias fiscais portuguesas — o que pode atrasar o socorro em situações graves.
Praias que deverá evitar ou frequentar com grande cautela
De acordo com os dados disponíveis, estas são algumas praias sinalizadas como mais perigosas em Portugal:
Praia da Codixeira (Póvoa Varzim) - motivo: grande extensão sem vigilância adequada
Praia de Esposade (Gondomar) - motivo: correntes imprevisíveis e ausência total de apoio
Praia do Salgado (São Martinho do Porto) - motivo: mar agitado e correntes fortes
Praia da Consolação (Peniche) - motivo: ondulação potente, mesmo com vigilância
Praia do Guincho (Cascais) - motivo: ventos intensos e prática frequente de desportos náuticos
Praia do Seixo (Torres Vedras) - motivo: falésias perigosas e ausência de vigilância
Praia do Lacém (Tavira) - motivo: acesso difícil, isolada e sem infraestruturas
Praia D. Ana (Lagos) - motivo: arribas instáveis e risco de derrocadas
Todas estas praias foram mencionadas em relatórios do Ekonomista, Expresso, Público, entre outros, que reforçam os perigos naturais e humanos da sua frequência.
Em suma, um dia de praia deve ser sempre sinónimo de segurança e bem-estar. Se pretende evitar riscos, verifique previamente os alertas da APA, esteja atento à presença de vigilância e às placas de aviso — especialmente em zonas de arribas — e evite nadar em locais com histórico de contaminação ou mar revolto. A beleza natural não está à beira-mar, está em frequentar com prudência.
Veja, na galeria em cima, as 20 praias em Portugal que foram eleitas pela imprensa estrangeira como sendo as melhores.