Um caso chocante está a abalar a comunidade de Fort Pierce, na Florida (EUA). O corpo de um menino de 6 anos, Ra’myl Pierre, foi descoberto na sua cama durante uma visita de assistência social no passado dia 30 de maio. Segundo a polícia, a mãe, Rhonda Paulynice, de 41 anos, terá afirmado que tentava "expulsar demónios do corpo do filho".
As autoridades foram chamadas à residência por causa da ausência prolongada do menino na escola Samuel Gaines Academy, onde não era visto há mais de duas semanas. Um agente deslocou-se ao local por volta das 10h da manhã, hora local, e foi recebido pela mãe no exterior da casa. Foi ela própria quem conduziu o agente ao interior, onde o corpo da criança foi encontrado no quarto.
De acordo com o xerife Richard Del Toro, acredita-se que a criança terá morrido a 18 de maio, embora apenas a autópsia possa confirmar a data e a causa exata da morte. O corpo já estaria em estado de decomposição, o que impossibilitou uma conclusão imediata.
Durante o interrogatório, Rhonda Paulynice alegou que seguia “ordens divinas” para realizar um exorcismo. Disse aos investigadores que acreditava estar a libertar o filho de demónios e que, quando ele deixou de se mexer, assumiu que o "espírito dele tinha sido libertado" e aguardava que regressasse.
A mãe foi descrita como emocionalmente instável durante o processo de investigação, alternando momentos de riso com episódios de choro. Foi detida no próprio dia 30 e enfrenta agora acusações de homicídio em segundo grau, não comunicação de morte e manipulação do corpo ou objetos próximos. Permanece sob custódia, com uma fiança fixada em 150 mil dólares.
De acordo com o xerife Del Toro, a casa já tinha sido alvo de chamadas anteriores por incidentes domésticos, mas nunca envolvendo a criança. No dia anterior à alegada morte, a polícia tinha respondido a um pedido de ajuda relacionado com a saúde mental da mãe.
Nos dias seguintes ao ocorrido, Paulynice continuou a publicar mensagens religiosas nas redes sociais. A última publicação com uma fotografia do filho remonta a 8 de dezembro de 2024.
O xerife aproveitou para expressar condolências à família, colegas e professores de Ra’myl, lembrando o menino como uma criança alegre e muito querida:
“Pelo que nos foi transmitido, era uma criança que iluminava qualquer sala. Era muito amada por todos.”