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Passos não se demite na sequência da polémica da dívida

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PS queria um pedido de desculpas do primeiro-ministro. PCP afirma que Governo «não tem ponta por onde se lhe pegue». PEV e BE vão mais longe e dizem que Passos Coelho deixou de ter condições para exercer o cargo

O Partido Socialista foi o mais brando no tema. Do líder parlamentar, Ferro Rodrigues, só se ouviu um lamento pela falta de um pedido de desculpas aos portugueses. Já o PCP, pela voz de Jerónimo de Sousa, que acusou o Governo de ter «dois pesos e duas medidas», ao não exigir de Passos Coelho o que exige aos outros cidadãos, generalizou a crítica a todo o Executivo. A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, e a deputada Heloísa Apolónia, dos Verdes, utilizaram a mesma expressão para exigir a demissão do primeiro-ministro, sem que para isso tenham recorrido à palavra. A palavra «demissão», aliás, ouviu-se bem, mas só nas galerias do Parlamento, reivindicado pela Associação de Combate à Precariedade (Precários Inflexíveis).

Pedro Passos Coelho esteve esta quarta-feira a dar explicações sobre a sua dívida à Segurança Social, enquanto ouviu as acusações da oposição sobre a polémica. O primeiro-ministro rejeitou completamente o cenário de se demitir do cargo.  

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«A autoridade do primeiro-ministro não é nem um bocadinho beliscada com esta matéria».

«O senhor primeiro-ministro fez bem em abordar logo o assunto do seu passado contributivo perante a Segurança Social, mas fez mal em não ter aproveitado a ocasião para pedir desculpa a Portugal, aos portugueses e aos seus eleitores».

«Este Governo já não tem ponta por onde se lhe pegue».

«O primeiro-ministro fez um convite público ao incumprimento e não tem condições políticas objetivas para ocupar o cargo», disse Catarina Martins.

«Assente bem os pés na terra porque está descredibilizado do ponto de vista político. Não tem mais condições para o exercício do seu cargo e era importante que o próprio primeiro-ministro tivesse consciência disso», completou Heloísa Apolónia.

no protesto

 

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