Empresária, esteticista e mecânico recrutavam ‘massagistas’ no OLX e em jornal para rede de prostituição - TVI

Empresária, esteticista e mecânico recrutavam ‘massagistas’ no OLX e em jornal para rede de prostituição

  • Agência Lusa
  • DCT
  • 15 abr, 12:41
O Spa do Ritz Lisboa

Os três arguidos terão colocado anúncios de recrutamento no ‘site’ OLX e no jornal Diário de Coimbra

Uma empresa e os seus três gerentes começam a ser julgados na terça-feira, no Tribunal de Coimbra, por suspeitas de recrutarem mulheres para a prostituição sob o disfarce de supostas massagens.

Os três arguidos – uma empresária de 31 anos, uma esteticista de 38 anos e um chefe de manutenção mecânica divorciado – eram gerentes de uma empresa, com sede em Tentúgal, que tinha como objeto social atividades relacionadas com o bem-estar, como banhos turcos, saunas e massagens, entre outras, refere a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

A partir do início de 2018, os três arguidos terão colocado anúncios no ‘site’ OLX e no jornal Diário de Coimbra com o objetivo de recrutarem mulheres “para o exercício da atividade de prostituição, sob o disfarce de massagistas”, acusa o Ministério Público.

Segundo a acusação, os arguidos terão contratado seis mulheres que trabalhavam em quatro espaços diferentes detidos pela empresa, dois em Coimbra, um na Figueira da Foz e outro em Leiria.

Dentro dos espaços, as mulheres cobravam valores previamente fixados pelos arguidos, que iam de 60 euros por “massagens em que as funcionárias envergavam apenas uma bata”, a 120 euros ou 150 euros por massagens de “descompressão manual, que incluíam atos masturbatórios e/ou outras práticas sexuais, incluindo cópula”.

De acordo com o Ministério Público (MP), as mulheres contratadas recebiam inicialmente formação por parte da esteticista que fazia parte da gerência da empresa e eram incentivadas a “praticar atos sexuais com os clientes”.

As funcionárias ficavam com 50% do valor das supostas massagens, podendo auferir “uma média mensal de cerca de 2.000 euros”, afirmou o MP.

A acusação refere ainda que os estabelecimentos explorados pelos arguidos acabaram por interromper a sua atividade em março de 2020, devido à pandemia de covid-19.

No entanto, um dos estabelecimentos foi reaberto, já depois de o inquérito criminal ter sido aberto.

Os quatro arguidos (três gerentes e empresa) são acusados de seis crimes de lenocínio.

O início do julgamento está marcado para as 09:15, de terça-feira.

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