O preço das casas subiu 18,7% em 2022, naquele que é o maior aumento em 30 anos. É preciso regressar a 1992 para encontrar um ano a fechar com uma valorização tão acentuada. A conclusão é do Índice de Preços Residenciais realizado pela Confidencial Imobiliário.

Contudo, se a primeira metade do ano foi de aceleração no indicador, a segunda metade de 2022 trouxe uma outra realidade: com um abrandamento, ou seja, o preço das casas não subiu de uma forma tão intensa.

Recorde de 30 anos

Em 1992, o único ano em que o registo de 2022 é ultrapassado, a subida no preço das casas foi de 18,8%.

O desempenho do ano passado recupera um ritmo semelhante ao dos dois anos anteriores à pandemia, 2018 e 2019, à volta de 15%. Em 2020, ano fortemente marcado, a subida roçou os 5%. Sem contar com este ano de exceção, o valor das casas tem subido sempre a dois dígitos desde 2017.

Ano a dois ritmos

Segundo o estudo da Confidencial Imobiliário, até julho de 2022 assistiu-se a uma trajetória de aceleração, com subidas mensais médias de quase 2%. Mas o cenário inverteu-se a partir daí, com a segunda metade do ano a registar crescimentos inferiores a 1% nos preços. Setembro atingiu mesmo uma variação mensal negativa.

A análise por semestres confirma o cenário de desaceleração: 5,5% no primeiro, 5% no segundo, 3,7% no terceiro, 3,2% no último.

Wilson Ledo