Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto, suspeito de conluio com os Super Dragões - TVI

Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto, suspeito de conluio com os Super Dragões

  • CNN Portugal
  • AG
  • 31 jan, 15:48
Adelino Caldeira (CCSM)

Claque liderada por Fernando Madureira foi responsável por episódios de violência na Assembleia-Geral do clube

Adelino Caldeira estava ao corrente de todo o clima de medo e de intimidação que o Ministério Público e a PSP acreditam ter sido montado pelos Super Dragões para impedir que os apoiantes de André Villas-Boas falassem de forma livre na Assembleia-Geral do FC Porto realizada em novembro de 2023.

De acordo com a notícia avançada pelo jornal Observador e confirmada pela CNN Portugal, acredita a investigação que o administrador da SAD portista agia em conluio com a claque liderada por Fernando Madureira, que é um dos 12 detidos da Operação Pretoriano, que investiga precisamente o clima de medo provocado por ações de membros daquela claque.

Foi no Dragão Caixa, onde se realizou a Assembleia-Geral marcada por episódios de violência, que, entre as 22:00 e as 00:00, o grupo liderado por Fernando Madureira terá, segundo as autoridades, começado a insultar os sócios afetos a André Villas-Boas, mas também outros sócios, alguns deles até apoiantes do presidente e recandidato, Jorge Nuno Pinto da Costa.

Entre os detidos desta operação estão, recorde-se, a mulher de Fernando Madureira, Sandra, e outros nove elementos ligados aos Super Dragões, sendo que há também dois funcionários do FC Porto entre os detidos: Fernando Saul, oficial de ligação aos adeptos e Tiago Aguiar, responsável pelas Relações Externas do clube.

Adelino Caldeira nega suspeitas

Em comunicado publicado na página do FC Porto, o vice-presidente e administrador da SAD Adelino Caldeira repudia "veementemente qualquer associação que se pretenda fazer entre a minha pessoa e os factos ocorridos na Assembleia Geral do FC Porto do passado dia 13 de Novembro de 2023".
 
"É falso que tenha instruído seja quem for a fazer fosse o que fosse na dita Assembleia-Geral. Porque nunca tive com as pessoas detidas quaisquer conversas acerca dessa Assembleia-Geral - seja antes ou depois, de forma direta ou indireta - ou sequer de outros assuntos relacionados com a vida institucional do FC Porto, só por maldosa especulação e efabulação se terá envolvido o meu nome nos reprováveis acontecimentos daquela Assembleia Geral", lê-se.

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