A Media Capital, empresa proprietária da TVI e da CNN Portugal, diz estar “atenta e disponível para analisar oportunidades de negócio” na comunicação social, mas garante que “nada existe de relevante” quanto a uma possível aquisição do grupo Cofina.

É a reação da Media Capital a pedidos de informação da CMVM, depois de uma notícia do Observador sobre a existência de negociações para uma eventual compra da Cofina, grupo que detém a CMTV e publicações como o Correio da Manhã, o Jornal de Negócios e o Record.

As ações das duas empresas foram suspensas em bolsa esta manhã, tendo as duas empresas emitido comunicados para a CMVM. A Cofina confirmou “abordagens preliminares por assessores externos, com vista a encetar possíveis negociações”. Já o comunicado da Media Capital acrescenta que “não existe nesta matéria nenhuma informação privilegiada de que devesse ter sido dado conhecimento ao mercado”.

Comunicado do Grupo Media Capital na íntegra

"Nos termos e em cumprimento do disposto no artigo 17.º do Regulamento (UE) n.º 596/2014 do Parlamento Europeu e do Conselho e no seguimento do comunicado de 3 de fevereiro de 2022, o Grupo Media Capital, SGPS, S.A. (a “GMC” ou “Media Capital”) informa que, tendo sido instada pela CMVM a prestar esclarecimentos ao mercado “sobre a potencial existência de negociações entre a Grupo Média Capital, SGPS, S.A. e a Cofina, SGPS, S.A. (ou respetivos acionistas) com vista à aquisição da segunda pela primeira ou qualquer outro acordo com vista à combinação de negócios dessas sociedades”:

a) como sucederá com as demais empresas do sector dos media, a GMC está atenta e disponível para analisar oportunidades de negócio que possam surgir;

b) em particular quanto à aquisição da Cofina SGPS, S.A., ou de activos ou de negócios desta sociedade, nada existe de relevante para além do referido em a);

c) a GMC tem pleno conhecimento dos deveres que sobre si impendem em matéria de divulgação de informação privilegiada;

d) como resulta do aludido em b), não existe nesta matéria nenhuma informação privilegiada de que devesse ter sido dado conhecimento ao mercado ou cuja divulgação tenha sido objeto de diferimento nos termos legalmente consentidos.

Queluz de Baixo, 3 de março de 2023"

CNN Portugal