"Segunda Vaga": a pandemia "está descontrolada" e a vacina pode não ser a "bala de prata" - TVI

"Segunda Vaga": a pandemia "está descontrolada" e a vacina pode não ser a "bala de prata"

Na edição desta terça-feira, o professor Tiago Correia analisou as últimas novidades sobre a vacina contra a covid-19, explicou porque não há casos na China e garantiu que "situação está descontrolada"

No programa "Segunda Vaga", desta terça-feira, analisámos as mais recentes notícias sobre a eficácia contra a covid-19 das farmacêuticas "Pfizer" e "Moderna". O professor Tiago Correia explicou porque não existe registo de novos casos, em massa, na China.

Na parceria de "fact-checking" entre a TVI e o jornal "Observador", a jornalista Sara Antunes de Oliveira testou a veracidade a teoria que afirma que a "China vai comprar vacinas estrangeiras para não utilizar as vacinas chinesas na população".

Tiago Correia, professor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, explica, que apesar das recentes notícias sobre a eficácia acima de 90% das vacinas da “Pfizer” e da “Moderna”, o fármaco não estará disponível num futuro próximo.

Vacina? Não é para já. Só daqui a um ano”, esclarece.

O especialista realça que estas farmacêuticas ainda só estão na fase de testes e lembra que o processo de distribuição em massa de vacinas é complexo e demorado.

A vacina não vai ser uma bala de prata. As pessoas não se podem assustar caso haja algum efeito adverso. Acontece com qualquer vacina”, alerta.

 

Tiago Correia considera que, neste momento, a pandemia de covid-19 “está descontrolada”, em Portugal.

O especialista explica que não está a ser possível identificar as cadeias de transmissão do vírus, o que coloca em causa a efetividade das medidas que têm vindo a ser adotadas.

Nesta fase a situação está descontrolada”, reitera.

 

- A pandemia desapareceu na China?

O novo coronavírus teve origem na China. O país foi o ponto de partida de uma pandemia que fez o planeta parar, dizimou economias e infetou e matou milhões de pessoas.

Contudo, desde a primeira vaga em território chinês que não é revelado um grande número de novos casos no país.

Tiago Correia, professor do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, acredita que tudo não passa de um controlo de comunicação.

O especialista explica que a China não é diferente da grande maioria dos países do globo e como tal está a ter um aumento do número de casos, mas que tal não está a ser comunicado para o exterior.

Tiago Correia lembra que os únicos países sem casos ativos são ilhas ou regiões capazes de controlar as fronteiras.

“Hora da Verdade”: China não vai usar a vacina que produz?

A “Hora da Verdade” é uma parceria entre a TVI e o jornal “Observador” que verifica a veracidade de algumas das teorias que circulam pelo mundo digital.

Na edição focada na covid-19, desta terça-feira, a jornalista do “Observador” Sara Antunes de Oliveira desmistificou a teoria de que a “China vai comprar vacinas estrangeiras para não ter de administrar as vacinas chinesas na população”.

- Uma empresa com quebra de faturação pode despedir trabalhadores?

João Santos, advogado e especialista em direito laboral, lembra que durante a primeira vaga pandémica as empresas que beneficiaram de apoios económicos estavam impedidas de realizar despedimentos coletivos.

Esta proibição seria válida apenas até 60 dias após o fim do benefício.

Nesta altura, há já empresas a ultrapassar esse período que estão a avançar para o despedimento de funcionários.

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