Aos 73 anos, atriz emociona-se ao falar da solidão: "Morreu nos meus braços. Fui com ela a correr para o hospital"
- Maria Santos
- Há 31 min
Rosa do Canto está de regresso à ficção da TVI com a novela "Coração de Mãe", mas continua a ser a sua história de vida que mais impressiona quem a ouve. Aos 73 anos, a atriz falou recentemente sobre a infância, a solidão, a perda e as marcas emocionais que a acompanharam ao longo dos anos, revelando episódios que ajudam a explicar a mulher em que se tornou.
Rosa do Canto está de regresso à TVI, mas há muito mais para descobrir sobre a atriz para além da personagem que interpreta em "Coração de Mãe". Aos 73 anos, a atriz dá vida a Dora, mãe de Linda, personagem de Joana Solnado, e voltou recentemente a falar abertamente sobre a sua vida pessoal. Entre as memórias difíceis da infância, a relação com a mãe e a forma como vive atualmente o amor, deixou testemunhos marcados pela frontalidade.
Numa entrevista ao "Alta Definição", em 2019, Rosa do Canto recordou uma infância marcada pelas discussões constantes entre os pais e revelou uma frase que não deixou ninguém indiferente: o dia mais feliz da sua vida foi aquele em que o pai saiu de casa. Falou também da procura permanente pela aprovação da mãe, cuja morte identificou como o maior desgosto da sua vida. Apesar das dificuldades na relação, contou que conseguiu encontrar alguma paz nos últimos momentos da mãe.
Mais recentemente, numa conversa com Cláudio Ramos, a atriz revelou que não sente vontade de voltar a apaixonar-se. "Não, vontade nenhuma", respondeu, quando questionada sobre a possibilidade de encontrar um novo amor. Ainda assim, admitiu que sente falta de ter alguém: "Sabes o que é que me faz falta? Eu vou-te explicar, vou-te dizer onde é que me faz falta: para dividir as minhas tristezas, que são poucas felizmente, e as minhas alegrias". Recordou, em particular, a morte da gata Mia, que morreu nos seus braços durante a madrugada: "Aí sim, senti a maior das solidões", confessou. No quotidiano, garante que não se sente sozinha e que, nesta fase, privilegia as amizades.
Rosa do Canto explicou ainda que sempre teve dificuldade em conciliar as relações amorosas com a vida doméstica. Teve namorados, mas preferia que vivessem longe de Lisboa, para que os encontros acontecessem sobretudo aos fins de semana. Agora, enquanto se prepara para regressar aos ecrãs da TVI, a atriz mostra uma vez mais a sua personalidade direta e partilha uma visão muito própria sobre o amor, a solidão e as diferentes fases da vida.
Veja aqui a entrevista a Cláudio Ramos no "Dois às 10":