António Costa foi identificado como "Anselmo" em cinco escutas telefónicas realizadas no âmbito da Operação Influencer, em dezembro de 2022, segundo o Correio da Manhã.
As conversas, mantidas com Diogo Lacerda Machado, então próximo do antigo primeiro-ministro e um dos arguidos do processo, não foram encaminhadas para o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), como determina a lei. O erro, descrito no processo como um "lapso", só foi detetado três anos depois.
Nas chamadas, o interlocutor de Lacerda Machado surge identificado como "Anselmo", apesar de o número de telefone pertencer a António Costa. Os dois falaram sobre uma alegada viagem à República Centro-Africana e os respetivos custos. Em fevereiro de 2023, o antigo primeiro-ministro deslocou-se efetivamente ao país para visitar a missão das tropas portuguesas.
O engano foi assinalado num relatório elaborado por um inspetor da Polícia Judiciária, em outubro de 2025. Nessa altura, as conversas foram enviadas para validação do presidente do STJ, Cura Mariano, que recusou analisá-las por considerar que António Costa já não exercia funções como primeiro-ministro.