O Sindicato Nacional dos Quadros e Técnicos Bancários (SNQTB) realiza esta quinta-feira em Lisboa várias manifestações em frente a alguns bancos contra a proposta "indigna" de aumentos salariais de 2,5% para 2023 apresentada pelas instituições de crédito.

Segundo o presidente do SNQTB, Paulo Gonçalves Marques, o protesto visa "chamar a atenção para a indignidade da contraproposta do grupo negocial das instituições de crédito" que, perante a proposta do sindicato de aumentos de 6,25%, responderam "de forma indigna" com um valor de 2,5%.

"Esta proposta não tem em conta tudo aquilo que nós argumentámos, nomeadamente os ganhos de produtividade, a rendibilidade dos capitais próprios, os níveis de imparidades e as demais condições de exploração das empresas bancárias estão em níveis recorde pela positiva dos últimos 20 anos", afirmou Paulo Gonçalves Marcos à Lusa.

O presidente do sindicato disse não aceitar igualmente os aumentos propostos pelos bancos para 2022, de 1,1%, estando ainda em curso as negociações em sede da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

Em causa está também o facto de haver "cerca de 50 mil bancários que foram injustamente não abrangidos" pela medida do Governo de pagar meia pensão aos reformados.

As manifestações desta quinta-feira realizam-se em frente a instalações dos bancos BPI, Santander e Novo Banco.

Para o SNQTB, os valores propostos pelos bancos não cobrem "as expectativas de crescimento da inflação em 2023 e muito menos permite recuperar o que foi perdido em 2022".

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