Três homens detidos por burlarem empresas em 130 mil euros - TVI

Três homens detidos por burlarem empresas em 130 mil euros

  • Agência Lusa
  • PP
  • 7 jun 2023, 13:57
Polícia Judiciária

Foram detidos pela PJ por suspeita dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos ao encomendarem materiais de construção e cobre a empresas do setor

Três homens foram detidos por suspeita dos crimes de burla qualificada e falsificação de documentos ao encomendarem materiais de construção e cobre a empresas do setor, que terão sido lesadas em 130 mil euros, anunciou hoje a Polícia Judiciária.

Em comunicado, a Polícia Judiciária (PJ) refere que as detenções ocorreram após várias buscas domiciliárias e não domiciliárias na região de Lisboa e Vale do Tejo, numa investigação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Loulé, no distrito de Faro.

De acordo com a PJ, os três homens detidos compravam mercadorias (cobre e materiais de construção) em empresas do setor, nas quais se identificavam “falsamente como colaboradores de empresas clientes”.

Depois recolhiam as mercadorias com recurso à “contratação de empresas de transporte, pagando contra a entrega de cheques bancários falsificados”.

Os suspeitos evitavam assim “qualquer contacto direto com os lesados, apropriando-se das mercadorias que revendiam rapidamente, utilizando a identidade de terceiros para a respetiva faturação”, indicou a Polícia Judiciária.

Segundo a PJ, os homens conseguiam assim não serem associados diretamente aos negócios ilícitos”.

Admitindo que possam existir mais vítimas, a Polícia Judiciária indicou que foram identificadas várias ocorrências praticadas desde 2021, a “maioria consumadas”, que resultaram num prejuízo direto em cerca de 130 mil euros.

Além do prejuízo financeiro, a PJ afirmou que os homens “afetaram a imagem e o bom nome das empresas” em nome das quais se apresentavam.

No comunicado, a PJ adiantou que, nas buscas realizadas, foi possível localizar e apreender “um considerável acervo de elementos de prova”.

Os três detidos, com idades compreendidas entre os 44 e os 62 anos, vão ainda ser presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação.

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