Governo garante que surtos de legionela estão a ser tratados com “cuidado e rigor” - TVI

Governo garante que surtos de legionela estão a ser tratados com “cuidado e rigor”

  • Agência Lusa
  • AM
  • 17 nov 2023, 12:51
Legionella [Reuters]

Surto de legionela que infetou sete pessoas do concelho de Caminha está “restrito” e que a população “pode fazer a sua vida normal”

O ministro da Saúde garantiu esta sexta-feira que o caso dos surtos de legionela está a ser tratado com “todo o cuidado e rigor” e pediu que não se atropele “os tempos necessários” da ciência.

“É um trabalho que as autoridades de Saúde Pública estão a fazer e estão a conduzir com toda o cuidado e rigor”, respondeu Manuel Pizarro quando confrontado com o andamento da investigação para se descobrir a origem dos surtos de legionela em Caminha, no distrito de Viana do Castelo, e em Matosinhos, no Porto.

Desde o início do mês foram identificados dois ‘clusters’ de Doença dos Legionários na região Norte, primeiro em Caminha, onde foram confirmados sete casos, e, na quinta-feira, num lar em Matosinhos, no qual foram identificados dois casos, tendo sido registado um morto.

“Aparentemente são casos distintos, mas não atropelemos os tempos necessários da ciência de investigação. Há um conjunto de exames, de testes, que têm que ser feitos e (...) da forma mais rápida possível, mas o mais rápido não pode pôr em causa o rigor com que esse estudo é feito”, salientou Manuel Pizarro.

Segundo disse, “aparentemente o caso de Matosinhos é um caso esporádico, o surto de Caminha é um caso que estará aparentemente limitado, mas esse trabalho está a ser feito com muito cuidado”.

Surto de legionela em Caminha está restrito

O delegado de Saúde do Alto Minho, Luís Delgado, disse esta sexta-feira que o surto de legionela que infetou sete pessoas do concelho de Caminha está “restrito” e que a população “pode fazer a sua vida normal”.

“O surto, julgo que está restrito. Já não há mais casos. O clima também está a ajudar. A legionela tem de ter água, aerossóis. O tempo está mais quente e, portanto, as pessoas podem fazer a vida normal”, afirmou Luís Delgado.

Em declarações à agência Lusa, o responsável adiantou que a investigação ambiental deverá estar “fechada” para apurar a origem da bactéria, depois de realizadas 12 colheitas que foram enviadas para o Instituto Ricardo Jorge, no Porto.

“Presumo que não será necessário fazer mais colheitas. Mas tudo depende da evolução. Neste momento, acho que está fechado. Estamos à espera dos resultados. A expectativa é muito boa. Este surto não evoluirá mais, felizmente”, referiu.

O delegado de Saúde do Alto Minho acrescentou não haver “necessidade de uso de máscaras”.

“É evidente que, em teoria, o uso de máscara facilita. Mas também não podemos alastrar essa prática”, observou, referindo não haver “motivos para a população estar inquieta”.

Segundo Luís Delgado, os seis doentes internados apresentam um quadro clínico estável. Uma das das infetadas recebeu alta na terça-feira.

“As pessoas que estão hospitalizadas estão muito estáveis. Em particular, a doente que está na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI) melhorou”, disse.

O primeiro doente infetado com legionela foi notificado às autoridades de saúde na última sexta-feira e o sétimo na quarta-feira.

Em comunicado esta sexta-feira enviado às redações, a Câmara de Caminha sublinhou que “o surto de legionela no concelho regista, à data de esta sexta-feira, uma evolução positiva, sem novos casos e sem fatalidades”.

“Há três dias que não se registam novos casos no concelho. Dos já identificados, quatro são pessoas residentes em Vila Praia de Âncora, dois em Moledo e um em Vilarelho”, refere a nota.

A autarquia adianta que “os sete infetados estão todos estáveis do ponto de vista da evolução da doença”.

A Doença dos Legionários, uma pneumonia provocada pela bactéria ‘Legionella pneumophila’, caracteriza-se pelo aparecimento de sintomas como febre, mal-estar geral, dores de cabeça, dores musculares, tosse não produtiva e diarreia.

A infeção transmite-se por via aérea (respiratória), através da inalação de gotículas de água (aerossóis) ou, mais raramente, por aspiração de água contaminada com a bactéria.

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