Chegou a Madrid avião militar vindo do Sudão com cem pessoas - TVI

Chegou a Madrid avião militar vindo do Sudão com cem pessoas

  • Agência Lusa
  • MBM
  • 24 abr, 11:51
Conflitos no Sudão (AP)

José Manuel Albareso, o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, afirmou que esta foi uma "operação extremamente delicada", por ocorrer no meio de "um conflito bélico" e que "não há relações diplomáticas possíveis"

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As cerca de 100 pessoas retiradas por Espanha do Sudão chegaram esta segunda-feira a Madrid, numa avião militar, disse o ministro dos Negócios Estrangeiros espanhol, José Manuel Albares, numa publicação na rede social Twitter.

O avião aterrou na base militar de Torrejón de Ardoz, na região de Madrid, por volta das 11:20 locais (10:20 em Lisboa).

Espanha anunciou no domingo à noite que tinha conseguido retirar por via aérea cerca de uma centena de pessoas do Sudão, incluindo portugueses, no âmbito do movimento de saída de cidadãos estrangeiros e pessoal diplomático do país africano por causa de confrontos violentos há mais de uma semana.

Questionado sobre quantos portugueses foram retirados por Espanha, esta manhã, o MNE português referiu apenas uma cidadã portuguesa.

O avião militar espanhol descolou de Cartum pouco antes das 23:00 locais (22:00 em Lisboa) de domingo "com cerca de uma centena de passageiros", referiu o Governo espanhol num comunicado, e fez uma escala no Djibuti.

A bordo iam também italianos, polacos, irlandeses, mexicanos, venezuelanos, colombianos e argentinos, bem como sudaneses, detalharam fontes do Ministério da Defesa espanhol.

José Manuel Albares disse segunda-feira de manhã, numa entrevista à rádio pública espanhola (RTVE), que esta foi uma "operação extremamente delicada", por ocorrer no meio de "um conflito bélico", mas que acabou por decorrer sem incidentes.

Segundo o MNE espanhol, o mais complicado foi reagrupar as pessoas que queriam sair do Sudão dentro desta operação e afirmou que no grupo que chegou segunda-feira a Madrid está todo o pessoal diplomático de Espanha no país africano.

"Neste contexto bélico, que esperamos que seja breve, não há relações diplomáticas possíveis", afirmou.

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