Ucrânia diz que as forças russas já não são capazes de ataques em grande escala - TVI

Ucrânia diz que as forças russas já não são capazes de ataques em grande escala

  • CNN
  • Tim Lister e Kostan Nechyporenko
  • 16 mai 2023, 08:00
Militares ucranianos disparam um canhão perto de Bakhmut, onde se travam os maiores combates, a 15 de maio. Libkos/AP

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Os serviços secretos militares da Ucrânia alegam que as forças russas já não são capazes de realizar ações ofensivas em grande escala e que estão sobretudo na defensiva - mas Moscovo é capaz de manter o ritmo atual de ataques com mísseis.

Andriy Yusov, porta-voz da inteligência de Defesa, disse à televisão ucraniana na segunda-feira que a Rússia "está na defensiva" quando se trata de discutir "toda a linha da frente" e que não tem recursos "para repetir ações ofensivas em grande escala".

"Têm estado a preparar-se para a defesa durante todo este tempo e este é um fator sério que o comando ucraniano tem certamente em conta quando se prepara para a desocupação dos territórios ucranianos", acrescentou.

Yusov disse que o objetivo dos ataques com mísseis russos mudou e a sua intensidade diminuiu desde o inverno, quando se registaram ataques de grande impacto às infraestruturas energéticas da Ucrânia.

Os russos tinham uma escassez de alguns tipos de mísseis, como o Kalibr, afirmou.

"Eles estão a procurar ativamente formas de compensar e alterar não só os Shaheds [drones de fabrico iraniano]. Estão à procura de armas em todo o mundo. Até à data, não têm sido muito bem sucedidos", argumentou.

Apesar disso, Yusov disse que os russos são "capazes de manter a intensidade dos ataques", pelo menos por enquanto. O responsável estima que os russos ainda têm grandes reservas de mísseis S-300, capazes de uma destruição considerável. O S-300 foi concebido como uma arma antiaérea, mas os russos têm-no utilizado frequentemente no modo terra-terra, no qual não é muito preciso.

De acordo com Yusov, na fronteira norte da Ucrânia os russos estão a usar cada vez mais "grupos de reconhecimento subversivos" que tentam avaliar as regiões fronteiriças. Alguns deles dispararam contra civis na região norte de Chernihiv, alegou.

O responsável ucraniano afirmou ainda que Kiev estava a par dos "problemas de saúde" do líder bielorrusso Alexander Lukashenko, mas disse que não iria entrar em detalhes sobre o assunto "por várias razões". Lukashenko não tem sido visto em público desde uma recente visita a Moscovo. No domingo, não compareceu numa celebração nacional na capital, Minsk, para assinalar o Dia Anual da Bandeira, do Emblema e do Hino do Estado da Bielorrússia.

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