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Sinopse

A Jóia de África

A Jóia de África voltou aos ecrãs da TVI. Não perca esta série que se desenrola em Moçambique nos finais dos anos 50

A JÓIA DE ÁFRICA desenrola-se em Moçambique, nos fins dos anos cinquenta, numa zona de plantações, banhada por um rio, apoiada por um povoado típico da época, a sanzala, e todo o esplendor, tanto da fauna animal como da paisagem que fazem deste continente o mais impressionante e fascinante de todo o globo.

A história abre com um momento de grande dramatismo: Romão, nascido em Moçambique, que se formou em Medicina em Coimbra e que tem no sangue a arte do caçador, caça no momento em que é avisado que a sua mãe está às portas da morte.

Ela, antes de morrer, diz-lhe que Romão não é seu filho natural, nem do seu pai adoptivo, o Engenheiro Francisco. Coloca-lhe com os dedos trémulos, em torno do pescoço, um belo colar da

zona do Zambeze. Aí estão as suas origens.

Margarida, a mãe adoptiva, morre antes de dizer quem é a verdadeira mãe de Romão.

Este fica confuso e decide-se a voltar para Lisboa, para aí casar com a sua noiva, uma enfermeira, de seu nome Paula.

Mas é na então Lourenço Marques que o seu grande amigo Domingos, de cor negra, que estudou com ele em Coimbra, onde se licenciou em Direito, lhe diz que aquele colar é da zona onde ele nasceu, colar usado pelas «donas», mulheres que se tornaram grandes herdeiras da região do Zambeze, fruto da mistura entre brancos e pretos. Romão vai com o amigo, já advogado em Lourenço Marques em busca dos seus verdadeiros pais, subindo o rio com todos os seus mistérios.

Entretanto, na espectacular região onde se vai centrar a história, dá-se o regresso da linda Joana.

Regressa para casar com Miguel, com quem estava comprometida, filho do aristocrata Romão da Cunha e da sua snobe mulher Isabel.

Os Cunhas são proprietários de grandes plantações que estão em decadência, em contraste com as do pai de Joana, Eliseu, de origens humildes, que possui plantações em franca ascensão.

O sangue de África corre-lhe nas veias, e é ali que ela se sente feliz.

A sua chegada coincide com a marcação da festa do seu noivado com Miguel.

Mas entre eles há contrastes e visões completamente diferentes do relacionamento com os negros, que no fundo espelham todas as contradições do colonialismo.

Joana desde criança que se misturou, sem preconceitos, com os da terra, tendo como seu melhor amigo Domingos, que precisamente sobe o rio com Romão.

Miguel sempre andou em conflito com Domingos e trata de uma forma desumana e racista os negros.

Miguel tem como seu aliado Amílcar, o chefe do posto, homem bruto e de pouco carácter.

E para agravar mais esta tensão e o lado mais negativo de uma colonização, Miguel cobiça Biti, uma jovem negra, de uma beleza rara e filha do Régulo.

É uma violenta tempestade, como só há em África, com toda a sua espectacularidade que impede que se

realize a festa de noivado, mas que faz com que a embarcação onde vem Domingos e Romão naufrague.

É Domingos que salva Romão. E é na sanzala tratado por Biti que Romão recupera.

A velha Nefuca, a feiticeira, já cega, neta de escravos, que se senta à sombra da imensa árvore que foi plantada em honra da libertação dos seus antepassados, sabe que a chegada de Romão vai trazer a revelação de grandes segredos e a mudança em muitos dos que ali vivem.

Nefuca, a sábia de África, é ela própria possuidora da chave do grande segredo que envolve os pais de sangue de Romão que ali fica a viver até descobrir a verdadeira origem do seu colar que

entretanto desaparece...

Numa noite de luar, Joana está prestes a ser atacada por um leão, quando Romão, um exímio caçador, dispara mesmo a tempo, fazendo com que o leão tombe aos pés de Joana.

Entre Joana e Romão nasce um amor escaldante, que tem como testemunho a tremenda e inesquecível

paisagem africana.

Mas esse amor vai ter a feroz oposição de Miguel e da sua mãe Isabel.

Por outro lado e para adensar mais a intriga, chega de Lisboa Paula, a noiva de Romão...

Vencerá o amor entre Joana e Romão?