O CDS apelou, esta quinta-feira, ao Presidente da República "para dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas". "Por muito menos, caíram outros governos em Portugal", lembra o presidente do partido numa reação à demissão de Pedro Nuno Santos.

Num comunicado assinado por Nuno Melo, o partido afirma que "este governo PS é o Governo com a maioria absoluta mais absolutamente instável da democracia em Portugal".

"Se é certo que o ministro Pedro Nuno Santos e os secretários de Estado Hugo Mendes e Alexandra Reis se demitiram, o assunto está longe de ter terminado. Dez alterações no elenco governativo, em nove meses de vida, mostram um governo esgotado, com problemas apenas normais em governos velhos de anos", lê-se ainda.

A demissão de Pedro Nuno Santos foi conhecida na quarta-feira à noite, na sequência do caso da indemnização de meio milhão de euros recebida pela secretária de Estado Alexandra Reis quando saiu da TAP.

A saída do ministro das Infraestruturas do Governo aconteceu 24 horas depois de o ministro das Finanças, Fernando Medina, ter demitido a secretária de Estado do Tesouro, menos de um mês depois de Alexandra Reis ter tomado posse e após quatro dias de polémica com a indemnização de 500 mil euros paga pela TAP, tutelada por Pedro Nuno Santos.

Nuno Melo considera ainda que "o Governo está esgotado" e que prova disso são as substituições "em média superior a um por mês", apelando então ao Presidente da República que dissolva o Parlamento e traga "confiança aos portugueses".

"Desde que tomou posse em março, o primeiro-ministro vem substituindo ministros e secretários de Estado em média superior a um por mês, enquanto o governo soma casos graves, por vezes com relevância criminal e de promiscuidade institucional, à razão quinzenal. (...) O ciclo socialista terminou, o governo está esgotado, o país está novamente num pântano, o que põe em causa o normal funcionamento de instituições básicas do regime. Pelo que o CDS apela ao senhor Presidente da República para dissolver o parlamento e convocar eleições antecipadas, devolvendo a palavra aos portugueses para resolverem esta crise política. Portugal precisa de outra solução, que traga confiança aos portugueses e inverta o actual momento de descrença e instabilidade".

Iniciativa Liberal vai apresentar moção de censura ao Governo

João Cotrim Figueiredo, presidente da Iniciativa Liberal, anunciou esta quinta-feira que o partido vai apresentar moção de censura ao Governo de António Costa, depois da demissão do ministro Pedro Nuno Santos.

“Quem não acompanhar a IL nesta moção de censura será cúmplice do estado do país”, assegurou Cotrim Figueiredo.

CNN Portugal / AM