O salário mínimo nacional em Portugal aumentou 21,6% entre 2018 e 2022, enquanto em Espanha subiu 35,9% no período em análise, informou o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Já no Luxemburgo, país que tem a remuneração mínima mais elevada na União Europeia (UE), o aumento foi de 15,8%, ao passo que a Letónia, país com o salário mais baixo, a variação foi de 39,2%, lê-se no estudo elaborado pelos institutos nacionais de estatística português e espanhol, denominado “Península Ibérica em Números - 2022”, hoje divulgado.

O documento refere ainda que a Espanha registou em 2021 a taxa de desemprego mais elevada da União Europeia (14,8%), sendo seguida de muito perto pela da Grécia (14,7%).

Portugal, com 6,6%, esteve 0,4 pontos percentuais (p.p.) abaixo do valor apurado para UE no seu todo, tendo a Chéquia sido o país com o registo mais baixo (2,8%).

O risco de pobreza ou exclusão social em Espanha “era claramente mais elevado (27,8%) do que o registado em Portugal (22,4%)” em 2021, sendo os dois indicadores superiores ao estimado para o conjunto da UE (21,7%).

Na população jovem, entre 15 e 29 anos, as posições eram diferentes, com o risco em Portugal (22,2%) a ser inferior aos 31,3% de Espanha e da média da UE (25,3%).

O nível de preços em 2021 foi superior em Portugal ao de Espanha “na maioria dos agregados considerados em contabilidade nacional”, refere o documento, que destaca que as exceções foram ‘acessórios para o lar’ e ‘restaurantes e hotéis’.

Já nas ’comunicações’ os preços “foram praticamente idênticos e estiveram muito acima da média apurada para a União Europeia”.

/ PF