Mais de 300 palestinianos feridos após confrontos com a polícia em Jerusalém - TVI

Mais de 300 palestinianos feridos após confrontos com a polícia em Jerusalém

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  • 10 mai 2021, 09:35

Pelo menos 228 pessoas ficaram hoje feridas em confrontos com as autoridades israelitas na Esplanada das Mesquitas, segundo um novo balanço feito por fontes médicas locais

Mais de 300 palestinianos ficaram hoje feridos em confrontos com a polícia israelita na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, segundo um novo balanço feito por fontes médicas locais.

Pelo menos 305 palestinos ficaram feridos, incluindo 228 que foram levados para hospitais e clínicas para tratamento, de acordo com o Crescente Vermelho palestiniano.

A organização também referiu que sete dos feridos estavam em estado grave.

A polícia israelita declarou que 21 polícias ficaram feridos, incluindo três hospitalizados.

Centenas de palestinianos lançaram hoje pedras e outros objetos contra os polícias israelitas que estavam na Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão, chamado Monte do Templo pelos judeus.

As forças de segurança israelitas responderam com gás lacrimogéneo, balas de borracha e granadas de atordoamento.

A polícia israelita disse, em comunicado, que está a trabalhar para tentar conter a violência na Esplanada, mas também "em outros setores da Cidade Velha de Jerusalém".

Hoje é um dia especialmente tenso devido à comemoração do Dia de Jerusalém, em que os israelitas celebram o que consideram a reunificação da cidade em 1967, mas que para os palestinianos corresponde ao início da ocupação.

Há centenas de feridos nos confrontos", dos quais cerca de 50 tiveram que ser hospitalizados, disse fonte do Crescente Vermelho Palestiniano, numa breve mensagem aos jornalistas.

Na madrugada desta segunda-feira, centenas de palestinianos lançaram pedras e outros objetos contra os polícias israelitas que estavam na Esplanada das Mesquitas, o terceiro local mais sagrado do Islão, chamado Monte do Templo pelos judeus.

As forças de segurança israelitas responderam com gás lacrimogéneo, balas de borracha e granadas de atordoamento.

Milhares de pessoas estão concentradas, esta segunda-feira, em frente ao consulado de Israel em Istambul para protestar contra a “ocupação” israelita de Jerusalém, onde a polícia tem vindo a intervir nos últimos dias contra fiéis na mesquita de Al Aqsa.

Após a oração noturna do Ramadão, manifestantes dirigiram-se à esplanada em frente ao consulado israelita naquela cidade turca e gritaram: "Israel assassino, fora da Palestina".

O protesto foi convocado pela Organização Não Governamental islâmica de ajuda humanitária IHH e fundações nacionalistas próximas do governo, cujos representantes prometeram nos seus discursos à multidão "lutar até o dia do julgamento se necessário" para libertar a Cidade Santa da ocupação israelita.

Israel não escuta as palavras. A única linguagem que entende é a força", disseram num vídeo transmitido ao vivo pela IHH nas redes sociais.

Os palestinianos protestam há vários dias contra a possibilidade de várias famílias palestinianas virem a ser despejadas das suas casas em Jerusalém Oriental - numa área da cidade ocupada e anexada por Israel - em favor de colonos israelitas.

Um jornalista da agência de notícias AFP viu dezenas de feridos a ser retirados da Esplanada em ambulâncias, que circulavam ao redor da Cidade Velha de Jerusalém.

A polícia israelita disse, em comunicado, que está a trabalhar para tentar conter a violência na Esplanada, mas também "em outros setores da Cidade Velha de Jerusalém".

As orações continuam como de costume" no Muro das Lamentações, que fica ao lado da Esplanada, mas "não permitiremos que extremistas ameacem a segurança do público", acrescentou a polícia.

Israel também atacou na noite de domingo alvos do grupo islâmico Hamas em Gaza, após o lançamento de foguetes e balões incendiários a partir do enclave, anunciou o exército israelita, esta segunda-feira.

Perante esta escalada da violência, o Conselho de Segurança da ONU vai reunir-se esta segunda-feira, a pedido da Tunísia.

A onda de violência coincidiu com o "Dia de Jerusalém", marcando, de acordo com o calendário hebraico, a conquista de Jerusalém Oriental pelo Estado hebraico.

A tensão agravou-se nos últimos dias em Jerusalém e na região, após o aumento de confrontos entre palestinianos e a polícia israelita em Jerusalém.

Na sexta-feira, mais de 200 pessoas ficaram feridas em confrontos entre a polícia israelita e palestinianos, na Esplanada das Mesquitas.

Os quatro membros do Quarteto do Médio Oriente (ONU, UE, Estados Unidos e Rússia) manifestaram, no sábado, "profunda preocupação" perante os confrontos em Jerusalém e pediram contenção às autoridades israelitas.

Os confrontos entre a polícia israelita e palestinianos durante várias noites na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém Oriental, são já considerados os maiores desde 2017, quando Israel decidiu colocar detetores de metais na entrada do local, para depois desistir da ideia.

Os palestinianos protestam há vários dias contra a possibilidade de várias famílias palestinianas virem a ser despejadas das suas casas em Jerusalém Oriental - numa área da cidade ocupada e anexada por Israel - em favor de colonos israelitas.

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