"Há um lugar reservado no inferno para as mulheres que não se apoiam". Shakira fala pela primeira vez sobre a traição e o divórcio de Piqué - TVI

"Há um lugar reservado no inferno para as mulheres que não se apoiam". Shakira fala pela primeira vez sobre a traição e o divórcio de Piqué

Cantora colombiana falou pela primeira vez sobre o que a levou a escrever as músicas em que expõe o sofrimento e as traições que sofreu na relação com o jogador. E garante que agora se sente "mais forte do que uma leoa"

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Shakira abordou, pela primeira vez, a sua separação e as razões que a levaram a cantar sobre este assunto pessoal. Numa entrevista de 26 minutos ao programa El Punto da Televisa, citada pelo El País, a cantora colombiana revelou ao jornalista mexicano Enrique Acevedo que teve o sonho de que "uma mulher precisa de um homem para se completar, de uma família", mas que descobriu que "nem todos os sonhos se cumprem". 

"Mas a vida encontra formas de te compensar. Agora sinto-me completa, porque sinto que dependo mais de mim e, além disso, tenho dois filhos que dependem de mim, por isso, tenho de ser mais forte do que uma leoa", afirmou Shakira, acrescentando que nos últimos tempos descobriu que é "suficiente", coisa que "jamais" pensou que seria.

Shakira e Piqué conheceram-se em 2010 durante as filmagens do videoclip da música Waka Waka para o Mundial da África do Sul. Piqué prometeu à cantora que ganharia o campeonato do Mundo para a ver na final e assim o fez. Juntos, tiveram dois filhos e viveram uma história de amor que durou 12 anos e terminou com um comunicado que anunciava a separação. Shakira começou depois a cantar sobre as infidelidades de Piqué em, pelo menos, quatro músicas. A mais polémica foi "Session 53", com Bizarrap, mas, antes disso, a colombiana já tinha deixado indiretas em "Te felicito" e "Monotonía" e, a 23 de fevereiro, lançou "TQG", com Karol G, onde afirma mesmo que, por homens, não compete.

"As mulheres estão num momento-chave para a sociedade"

Na entrevista ao jornalista mexicano, Shakira revela ainda que o principal responsável para a colaboração com Bizarrap - que se tornou um êxito e comentada um pouco por todo o mundo - foi Milan, o filho mais velho. "'Mãe, tens de fazer algo com Bizarrap, que é o deus argentino'. Ele é que me introduziu à musica do Bizarrap", revelou, acrescentando que a possibilidade de colaborar com o produtor de 24 anos foi uma "oportunidade de desabafo e catarse". Shakira diz mesmo que no dia em que gravou a música com o argentino entrou no estúdio "de uma forma" e saiu "de outra" e que tem pena de não ter tirado uma fotografia do antes e do depois.

"Quando uma mulher tem de enfrentar os desafios da vida, sai mais forte. Porque aprendeu a conhecer as suas debilidades, a aceitar a sua vulnerabilidade e a expressar essa dor. Dizer que o contrário da depressão é a expressão. Através das minhas canções sempre senti que posso - e que tenho o dever também - de usar a minha voz e emprestá-la àqueles que não podem falar. As mulheres estão num momento-chave para a sociedade. Estamos num ponto em que o apoio que podemos receber umas das outras é importantíssimo", afirmou.

A cantora citou então uma frase da primeira mulher que foi secretária de Estado dos Estados Unidos, Madeleine Albright, e com a qual diz concordar em absoluto: "Há um lugar reservado no inferno para as mulheres que não se apoiam".

Shakira diz ainda que a sua separação de Gerard Piqué aconteceu no ano em que viveu "uma das horas mais difíceis e obscuras" da sua vida, até porque, ao mesmo tempo em que lidava com a traição do ex-jogador do Barcelona, o seu pai estava internado num hospital em Barcelona e ainda tinha de lidar com os problemas com a justiça espanhola

 

Shakira e Piqué em 2013 (Instagram)

Sobre esses meses, Shakira afirmou que teve de "desenvolver músculos emocionais", mas que está "preparada para o próximo round", até porque depois de se ter colocado "em segundo plano", a cantora garante que o sucesso que está a alcançar neste momento é fruto do seu trabalho.

"Celebro o que está a acontecer a uma colombiana, a uma mulher latino-americana, e o que me está a acontecer em espanhol. É quando eu digo que vale a pena e que tenho uma função na sociedade, um lugar, um papel. Que venha a vida e que me mostre o que ainda há mais", afirmou a cantora, que garante que agora tem mais confiança em si diante de "situações inesperadas".

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