«Portugal não está na mira da jihad mas está na rota de colisão» - TVI

«Portugal não está na mira da jihad mas está na rota de colisão»

Uma bandeira do Estado Islâmico foi avistada no topo de um edifício em Kobani (Reuters)

O Observatório de Segurança Criminalidade Organizada e Terrorismo considera que Portugal pode estar permeável a um ataque, embora não seja provável

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O porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT) considera que Portugal pode estar permeável a um ataque do género do que aconteceu quarta-feira no Canadá, embora não esteja na «mira» dos terroristas da ‘jihad’.

«Qualquer país do Ocidente não se livra de estar permeável a este tipo de ataques. Portugal não está no ponto de mira da ‘jihad’, mas está na rota de colisão», disse Filipe Pathé Duarte em declarações à agência Lusa.

De acordo com o responsável, a comprovar-se que os atentados perpetrados no Canadá foram levados a cabo pelo Estado Islâmico, isso figura como uma resposta ao apelo feito em setembro pelo grupo para que «qualquer muçulmano que tenha oportunidade» «matar e atacar cidadãos ocidentais».

Para Filipe Pathé Duarte, tal representa uma «perigosidade latente» já que os ataques são realizados sem «uma cadeia de comando ou ordem direta», mas sim através de uma «pura mensagem mediatizada» em nome de um ideal.

Na manhã de quarta-feira, em Otava, Canadá, um homem armado com uma caçadeira alvejou e matou um soldado, tendo depois conseguido entrar no parlamento canadiano, mas a rápida intervenção da segurança impediu que houvesse mais vítimas.

O incidente no parlamento canadiano ocorreu apenas dois dias depois de dois soldados canadianos terem sido atropelados - um deles mortalmente - no Quebeque, por um homem ligado aos 'jihadistas' islâmicos.

Os dois casos coincidem com o envio de aviões militares canadianos para o Iraque, onde vão integrar a coligação liderada pelos EUA de combate o grupo Estado Islâmico.

Segundo o responsável do OSCOT, o mimetismo deste tipo de ataques também «é perigoso e bastante provável», tendo em conta que «com um mínimo esforço é possível ter um resultado máximo».

Por outro lado, o porta-voz do observatório desvalorizou o facto de o ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, ter revelado, em entrevista à Rádio Renascença, que havia portugueses a querer desertar das forças ‘jihadistas’, sublinhando que «os serviços de segurança tem esses ‘jihadistas’ monitorizados e que o risco vai-se eliminando progressivamente».

«As declarações de Rui Machete não põem em risco a segurança nacional», disse.
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