O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, assinalou esta sexta-feira um ano da invasão da Rússia com uma mensagem aos ucranianos na qual descreveu os últimos 12 meses como "um ano de dor, tristeza, fé e união".

"Em 24 de fevereiro, milhões de nós fizeram uma escolha. Não uma bandeira branca, mas uma bandeira azul e amarela [da Ucrânia]. Não para fugir, mas para enfrentar. Confrontar o inimigo. Resistir e lutar", acrescentou.

O líder ucraniano sublinhou que "foi um ano de dor, tristeza, fé e união".

“E este é um ano da nossa invencibilidade, sabemos que este será o ano da nossa vitória", salientou Zelenski numa mensagem de vídeo publicada na plataforma de mensagens Telegram.

Numa outra mensagem publicada também esta sexta-feira no seu 'site', o governante afirmou ter-se encontrado com altos responsáveis do exército para abordar a produção de armas no país.

"Abordámos a questão da produção e fornecimento de munições e armas. É claro que não posso revelar publicamente os pormenores desta questão. Mas este é um trabalho significativo. E congratulo-me por ouvir na reunião do alto comando militar que mesmo nestas condições temos o potencial apropriado", destacou.

"Assassinos russos têm de ser punidos"

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse ainda que a Ucrânia só vai parar quando os "assassinos russos forem punidos". 

"Nunca lhes vamos perdoar. Nunca descansaremos até que os assassinos russos sejam punidos. Por um tribunal internacional, por um julgamento de Deus ou pelos nossos soldados", disse Zelensky.

O chefe de Estado ucraniano destacou também que a Ucrânia "inspirou" e "uniu" o mundo.

"A Ucrânia surpreendeu o mundo. A Ucrânia inspirou o mundo. A Ucrânia uniu o mundo. Há milhares de palavras para o provar", disse Zelensky.

A Rússia iniciou a guerra contra a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022, com uma invasão em grande escala, depois de ter concentrado milhares de soldados junto às fronteiras com o país vizinho.

Desconhece-se o número de baixas civis e militares, mas diversas fontes, incluindo a ONU, têm admitido que será consideravelmente elevado.

No final de setembro, a Rússia formalizou na legislação interna a anexação das regiões de Kherson, Zaporijia, Donetsk e Lugansk, depois de ter feito o mesmo em 2014, com a Crimeia.

Nem Kiev nem a generalidade da comunidade internacional reconhecem a autoridade russa nas cinco regiões anexadas.

/ AM