Avó de Jéssica: «Ela estava à espera que a menina acordasse»

Hoje, no «Dois às 10» estivemos em direto com Bruno Caetano e Joana Amaral Dias, para saber as últimas declarações que avó de Jéssica prestou à TVI

A avó de Jéssica Biscaia, a menina que morreu aos três anos, depois de vários dias de agressões, recorda as palavras da filha quando lhe ligou depois de ter ido buscar a criança à alegada ama: “’Mãe, eu fui buscar a menina. A menina vem a dormir e estou à espera que ela acorde para ver se vou ao hospital porque está arranhada na cara, está arranhada no nariz’”. “Ela estava à espera que a menina acordasse”, explica a avó.

Sobre o medicamento anti-histamínico que a menina terá tomado, a avó nega que tenha sido a mãe a administrá-lo: “Ela não usa isso em casa.” A avó recusa ainda as acusações dos vizinhos, que dizem que a mãe de Jéssica a deixava muitas vezes sozinha, e garante que foi a primeira vez que a menina ficou nesta ama, não sabendo como a filha conheceu esta mulher.

Sobre o padrasto de Jéssica, a avó diz que a criança tinha uma relação “muito boa” com este homem, com quem a mãe vive há um ano, e que a sua filha nunca agrediu a criança: “Isso é tudo mentira”.

Em reação às declarações da avó de Jéssica, a psicóloga Joana Amaral Dias considera que esta é a pessoa que parece estar “mais combalida e que está mais comovida com esta situação.” Sobre a mãe da menina, a psicóloga considera que existe um padrão: “Mentiu ao companheiro, mentiu à mãe, mentiu à suposta ama, à própria mãe, era uma pessoa que não trabalhava e que mentiu à própria comunidade.”

Jéssica foi um “pequeno anjo que cresceu na mão de situações monstruosas”, conclui Joana Amaral Dias.
A criança morreu na passada segunda-feira, tendo dado entrada nesse mesmo dia no Hospital de São Bernardo, que integra o Centro Hospitalar de Setúbal, “entubada e ventilada”, depois de ter sido assistida em casa da mãe por uma equipa de emergência médica.

Na tarde de quarta-feira, a Polícia Judiciária apanhou em fuga a mulher que, horas mais tarde, viria a ser detida - juntamente com o marido e uma filha - por suspeita de ter assassinado a criança.

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