OE2012: PS diz que objetivos do défice estão seriamente em risco - TVI

OE2012: PS diz que objetivos do défice estão seriamente em risco

Eurico Dias (PS)

Socialistas falam em «jogo de soma nula onde todos perdem»

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O PS considerou esta segunda-feira que os dados da execução orçamental no primeiro semestre do ano revelam «um jogo de soma nula» em que todos perdem, estando seriamente em risco o cumprimento dos objetivos do défice.

A posição dos socialistas foi assumida por Eurico Dias, membro do Secretariado Nacional, em reação aos dados divulgados pela Direção Geral do Orçamento referentes à execução orçamental no primeiro semestre deste ano.

Segundo o dirigente socialista, os dados apresentados em contabilidade pública apresentam «duas marcas essenciais: Os funcionários públicos perderam os seus subsídios de férias e o Estado perdeu receitas, num jogo de soma nula onde todos perdem».

«O Estado perdeu receitas do IVA e das contribuições sociais. O IVA, que deveria ver os valores cobrados aumentarem, está a decrescer, ao mesmo tempo que as contribuições sociais decrescem 3,7 por cento», apontou Eurico Dias.

Na perspetiva do dirigente do PS, no que se refere às despesas, verifica-se um «corte muito substantivo na despesa com funcionários públicos, mas que diz respeito ao subsídio de férias que os funcionários públicos em junho não cobraram».

«Verifica-se ainda um aumento muito substantivo, de 22,4 por cento, mais de 230 milhões de euros, de despesa acrescida com o subsídio de desemprego. A sustentabilidade das contas públicas e o cumprimento dos objetivos do défice em sede de acordo de memorando de entendimento com a 'troika' (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia) continuam com riscos e incertezas muito elevados», sustentou o dirigente do PS.

Eurico Dias adiantou ainda que a despesa de investimento «está a decrescer de forma muito substantiva para além daquilo que estava orçamentada».

«Estamos perante um caminho de execução orçamental marcado pelo desemprego, pelas insolvências, pelas falências das pessoas e das empresas, que têm a consequência esperada. Menos receitas e mais despesa são as marcas essenciais dos números que a Direção Geral do Orçamento apresentou hoje».
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