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Curva da vida: Em lágrimas, Margarida Castro recorda violência doméstica: «Cheguei a estar a pedir horas e horas água com sangue na boca»

  • Big Brother
  • 15 abr, 00:09
Curva da vida: Em lágrimas, Margarida Castro recorda violência doméstica: «Cheguei a estar a pedir horas e horas água com sangue na boca» - Big Brother

Esta noite, conhecemos a dura curva da vida de Margarida Castro. Saiba tudo aqui

Em mais uma noite de gala, assistimos à arrepiante e impressionante curva da Vida de Margarida Castro. A concorrente de 26 anos, recorda momentos traumáticos por que passou. Esta curva da vida é marcada por violência doméstica, mas também por superação. 

Margarida Castro, começou por recordar a sua infância, frisando que foi muito feliz, até à separação dos pais: «A minha infância sempre foi muito boa, sempre estive rodeada de todos os meus familiares. O meu pai e a minha mãe trabalhavam numa loja de armas de caça. Quando eu nasci eles mudaram-se para uma casa que eles compraram que é a casa onde vivo até hoje, que é a única coisa que ainda tenho deles juntos. Os meus pais juntos foram a melhor coisa da minha vida. Deram-me tudo, bons valores, boa educação».

«Em 2010, os meus pais divorciaram-se. Fiquei dois anos sem falar com o meu pai. Traiu a minha mãe. Senti que ele estragou uma coisa que era minha também, que era a minha família (…) até aos 14 anos, percebi que pai só temos um, fizemos um esforço e voltamos a falar»

Já na adolescência, Margarida Castro conta que viveu o seu primeiro amor aos 16 anos e que foi uma relação saudável: «Aos 16 a minha vida começou a melhorar muito. Tive a minha primeira relação. Era uma pessoa que me transmitia muita paz. Vinha de uma realidade muito diferente da minha e naquele sítio onde havia pouco, havia mais amor. E no meu sítio onde havia muito, nem sempre havia assim tanto amor».

Mais tarde, numa segunda relação, a concorrente do Big Brother 2024, revelou que conheceu uma pessoa que a agredia fisicamente e passou por vários episódios difíceis ao lado do seu ex-parceiro: «Em 2019 encontrei um namorado para mim. Não sei se devo chamar a isto de um início de um pesadelo. No início parecia ser um conto de fadas, eu achava que tinha encontrado ali finalmente a pessoa com quem eu poderia fazer a família que me tinha sido quebrada. Foi uma personagem que eu criei na minha cabeça. Em novembro de 2019, esta pessoa agrediu-me. Eu não o levei a sério porque eu pensei ‘enervou-se, a pessoa explodiu’. O problema foi que todas as agressões pioraram. Inicialmente foram agressões nas minhas pernas, nos meus braços até que as agressões escalaram de me bater até eu desmaiar e de me prender em casa, bater horas e horas seguidas. Ao ponto de eu ir a conduzir e a pessoa abanar-me o volante e dizia que íamos morrer os dois. Cozinhar para a pessoa porque perdoava e perdoava e gostava da pessoa…e a pessoa dizia que tinha de provar a comida porque estava a envenená-lo. A certo ponto comecei a pensar: ‘será que o problema sou eu? Será que tenho de mudar?’. Nada justifica a quantidade de vezes que fui agredida. Tive muito medo…ele vivia na minha casa sem o meu pai saber, tinha medo do meu pai descobrir e ainda tinha medo de voltar a casa e de ser agredida. Tenho muita sorte de não ter morrido ali dentro. Cheguei a estar a pedir horas e horas água com sangue na boca e a pessoa simplesmente continuava a discutir. Eu tinha vergonha de dizer aos enfermeiros e às pessoas o que me tinha acontecido porque as pessoas parece que nos olham de maneira diferente…até hoje não consigo perceber como é que uma pessoa que parecia gostar tanto de mim, de me fazer isto».

E, acrescenta: «Acho que é uma mágoa que eu vou carregar o resto da minha vida. Em fevereiro de 2020 foi quando aconteceu uma agressão mais grave. Fiquei com a cara toda desfigurada. A discussão começou porque alguém me mandou uma mensagem. Nesse dia a pessoa gravou o vídeo a bater-me para mandar à pessoa que me mandou mensagem».

A concorrente contou ainda que: «No dia 8 de fevereiro de 2020, voltou a acontecer agressões, por cima das que eu já tinha na minha cara e foi aí que eu tomei a decisão de contar ao meu pai. Nesse dia ele foi detido. O meu pai apoiou-me muito, não falhou comigo e todo esse apoio, até hoje sinto que não mereci. Em abril, ele contacta-me da prisão e pede-me desculpa e diz que vai mudar e eu acredito. Ele preso e eu cá fora a pagar advogados para o tirar lá de dentro. Foi absolvido em tribunal, porque eu fui lá e menti. Saímos de lá juntos, de mão dada».

«O meu pai deixou de me falar, os meus amigos deixaram de me falar e não durou nem 1 mês. Voltou a agredir-me. E decidi, a única maneira de acabar com isto e ele se afastar de mim e seguir com a vida dele, é expor tudo na internet. Comecei a perceber que eu dali não ia sair, que ia acabar num cemitério. Em outubro de 2021, a polícia prendeu-o. Ainda tenho muito medo», concluiu.